| Estátua do Inca em Aguas Calientes, Peru |
A viagem foi uma jornada terrestre de Goiânia até Lima, no Peru. O ponto alto foi a visita às ruínas de Machu Picchu, a cidade perdida dos Incas. Tive ajuda de quatro amigos, que toparam participar da jornada. Juntos vivemos experiências como uma família - vibramos nas partes boas, ajudamos uns aos outros nas difíceis e batemos boca nas horas mais quentes. Ou seja, foram 24 dias de um emaranhado de sentimentos distintos. No final, a certeza de que vivemos um banquete completo de novas experiências, tanto físicas como mentais.
Anteriormente decidido a relatar os principais fatos ainda durante a viagem, já nos primeiros dias de estrada mudei de estratégia. Desisti de tomar notas e preferi mergulhar na essência daquilo que vivia, sem me preocupar em escrever. Apesar de ser simpático à ideia de gastar folhas e folhas de caderno em narrações de viagens, escrever, naquele período, significava não dar férias à minha mente. Sou jornalista e meu trabalho é escrever. Desta forma, relatar a viagem durante a jornada poderia se confundir com a minha profissão. E era justamente disto que precisava me afastar por uns dias. Não me arrependi.
Depois de 366 dias da largada no Terminal Rodoviário de Goiânia, porém, por que não tentar passar para o papel (no caso, virtual) algumas das minhas impressões? Além de compartilhar um momento muito interessante da minha vida, aproveito a oportunidade para treinar, pois espero ter muito o que relatar nos próximos anos. Meu objetivo é escrever pequenos textos diários, fazendo um acompanhamento em “tempo-real”, exatamente um ano depois de que tudo ocorreu.
Se eu falhar algum dia, por favor me perdoem. Atualização diária é um desafio na vida de qualquer pessoa, mesmo aquelas que possuem na palavra o seu meio de sustento. Mas é um desafio que, a partir de agora, eu aceito.
*Texto originalmente publicado em junho/2008 e revisado antes da atual postagem
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